Residência Artística de 2015

Este texto foi escrito, deliberadamente, a 24 de maio de 2015, na véspera do início da Residência Artística “Jovens Artistas Emergentes Europeus” promovida no âmbito do FIGAC 2015. Assim sendo, a Instalação “Obra na Residência” não passa de um plano de intenções e não fazemos a mínima ideia de qual será o resultado final. Não obstante, estamos certos de que a comissão organizadora do FIGAC 2015 tudo fez para que a experiência respondesse positivamente às expectativas dos cinco jovens artistas que foram selecionados para desenvolver este projeto de cooperação cultural.

Quando, a 25 de maio de 2015, Catarina Real, Eduarda Novo, Elisabeth Lamche, Luís Vicente e Ricardo Pelado, chegarem a Viana do Castelo para iniciar a Residência Artística não fazem a mínima ideia da proposta que lhes vai ser feita, nem conhecem a identidade dos restantes participantes na iniciativa (com excepção da Catarina Real e do Luís Vicente que se candidataram à Residência Artística como dupla de criadores). Os cinco participantes só sabem que têm dois dias para montar uma exposição coletiva com as suas obras individuais e que têm sete dias para criar uma obra coletiva, que será apresentada ao público no dia 2 de junho e que será discutida no dia 3 de junho.

Depois de ponderadas as várias opções que tínhamos em cima da mesa, a comissão organizadora do FIGAC 2015 decidiu levar o conceito de residência à letra e instalar os cinco jovens artistas numa residência, a Residência Académica, desafiando-os a criar um projeto artístico, efémero e site specific, para a própria residência, ou melhor para as 51 janelas que dão para o Pátio Interior da Residência Académica da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.

A proposta que decidimos apresentar poderia parecer, ao mesmo tempo, limitadora e ampla. Limitadora pois o espaço era restrito e com várias condicionantes (a título meramente ilustrativo realça-se que não era possível efetuar qualquer tipo de alteração ao espaço que provocasse qualquer tipo de dano). E ampla devido à escala: transformar os mais de 200 m2 de janelas, com poucos recursos materiais, através da criatividade de cinco jovens artistas que não se conheciam e da inspiração suscitada pelo contacto com a cultura do Alto Minho e com as culturas dos seus locais de origem. Mas o desafio era exatamente esse.

Assim, espera-se que a Instalação “Obra na Residência”, que até pode ser composta por uma única janela transformada, seja o reflexo da cooperação, cultural e não só, de cinco jovens artistas que se juntaram em Viana do Castelo e que utilizaram a janela como metáfora para refletir sobre a abertura que a cooperação cultural transnacional encerra.

FIGAC 2015

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