Um Novo Padrão A Escola-Fábrica de Louça do Rato, 1767

26 mai a 30 set/17

No momento em que se assinalam 250 anos sobre a criação da Real Fábrica de Louça do Rato, o Museu de Lisboa promove uma exposição temporária que aborda a importância daquela unidade fabril para o estatuto de Lisboa como cidade de referência na produção e exportação de peças de cerâmica, na segunda metade do século XVIII.

Com comissariado do historiador da arte Celso Mangucci, esta exposição incidirá ainda sobre o conceito de “escola-fábrica”, à época um modelo de ensino e manufatureiro inovador, e sobre o extenso legado que a fábrica deixou na história de Lisboa. A iniciativa contará ainda com um programa de conversas com especialistas, a anunciar oportunamente.

Letícia Parente, Joanna Piotrowska e Buhlebezwe Siwani O céu dos oblíquos

Até 9 set/17

Qua a sáb: 14h-20h

O céu dos oblíquos é onde Macabeia, protagonista do último romance de Clarice Lispector, A Hora da Estrela (1977), certamente ganharia lugar, um dia – no paraíso reservado para os desajustados – de acordo com as palavras fictícias do narrador masculino. Em grande parte invisível para a sociedade, Macabeia parece pouco consciente da sua própria existência. – E quando acordou? Quando acordou, já não conhecia a sua própria identidade. Só mais tarde ela refletiu com satisfação: sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola. Só então ela se vestiu e passou o resto
do dia passivamente representando o papel de ser.

O corpo humano – o corpo feminino – é o protagonista dos vídeos apresentados na exposição. Todas as obras compartilham uma atitude performativa em que o corpo, ao invés de se vestir para reconquistar ou reconhecer a sua própria identidade, fica nu, literal ou metaforicamente, para expor as convenções pelas quais ainda é muitas vezes interpretada, mesmo mostrando suas fraquezas.

O vídeo uNgenzelephantsi (2014) de Buhlebezwe Siwani começa com o corpo do artista inteiramente coberto com penas de galinha branca que lentamente arranca da sua pele. O vídeo é baseado em dicotomias: o corpo é dividido em dois, a parte superior e inferior, simultaneamente, mostrado em duas telas justapostas; a ação dolorosa de rasgar as penas suavizada pela queda das plumas que ficam aos pés da artista, cobrindo-as gradualmente; o contraste entre a pele preta que emerge das penas brancas, levando a atenção aos valores do bem e do mal geralmente associados
com cores brancas e pretas. Através deste striptease poderoso ainda desconfortável, o corpo é revelado para ser o terreno crítico para uma reflexão sobre raça e género.

No filme Untitled (2016) de Joanna Piotrowska, uma jovem de pé diante da câmera aponta com o dedo para distintas partes de seu corpo: os movimentos lentos traçam um mapa misterioso, convidando o observador a uma exploração corporal que é simultaneamente sensual e tensa. Essa
coreografia simples é uma promulgação corporal de diagramas que visam os “pontos fracos” do corpo humano, tirados de manuais de autodefesa, que ilustram como as vítimas se podem defender batendo nesses pontos. A premissa da violência é sublimada pelo gesto calmo da performer que, ao
expor sua própria fragilidade, questiona os papéis de vítima e agressor. Untitled (2016) mostra o close-up de um braço esquerdo e mão continuamente acariciada pela mão direita oposta. Gestos de toque em si próprio, considerados pelos psicólogos como uma terapia para combater a ansiedade e a solidão, expressam no vídeo a estranheza do corpo objetivado.

Com sua atitude paradoxal, Tarefa I (1982) de Letícia Parente lembra a máxima surrealista de “encontro casual de uma máquina de costura e um guarda-chuva em uma mesa de operações”. Nesse caso, é a própria artista que, toda vestida, deita-se na tábua de engomar e é cuidadosamente
passada à mão pelo caseiro, que persegue a sua tarefa como se não houvesse nada de estranho acontecendo. A ação, expressa com ironia e através de um “aplanamento” físico, evoca os estereótipos chatos através dos quais as mulheres têm sido identificadas há muito tempo, reduzidas a tarefas domésticas que no vídeo são enfatizadas pela presença das mãos da empregada. A objetivação e assimilação do próprio corpo da artista a uma ação relegada a um papel feminino mostra o absurdo da suposição, enquanto a incapacidade de esticar o vestido, o fracasso de fazê-lo aderir perfeitamente ao corpo revela a impossível coincidência da mulher com a sua própria aparência.

Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis Das Pequenas Coisas

2 jun a 8 out/17

Ter a dom: 10h-18h

Esta exposição, com curadoria de Sara Antónia Matos, dá seguimento ao programa de exposições do Atelier-Museu Júlio Pomar que, todos os anos, procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.

A exposição é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar e Pedro Cabrita Reis, através de objectos, esculturas e assemblages, exploram composições em materiais variados revelando a intensidade nos e dos pequenos gestos.

Trata-se de usar pedaços ou fragmentos de materiais, quase sem intervenção dos artistas, como se as matérias-primas fossem apropriadas pelos autores devido às associações que potenciam, e combinadas entre si, como manchas ou planos de tinta, sem necessidade de modelação ou recurso a outro processo de trabalho escultórico.

Pedro Cabrita Reis mostra uma série de esculturas e objetos feitos com materiais de várias proveniências, nomeadamente materiais encontrados na rua e na praia. Curiosamente, foi também na praia, durante um período de quatro meses de férias e trabalho no Algarve, no Verão de 1967, em Manta Rota, que Júlio Pomar começou a produzir assemblages de objetos e materiais aí encontrados, corroídos e desgastados pelo sal, pelo sol, pelo tempo…

Com mais ou menos incidência, as assemblages ou construções viriam a pontuar o percurso destes dois artistas umas vezes adquirindo grandes dimensões, outras vezes pequena dimensão, mas carregando sempre uma medida de estranheza e, por vezes, de ironia desconcertantes, comum aos dois autores. No seu conjunto, através das obras dos dois artistas, a exposição revela a matéria e a extensão da biografia interior, das coisas íntimas, dos pequenos acontecimentos na arte e na vida, tornando patente que a força das obras não depende do tamanho, mas da intenção de cada gesto e de cada olhar.

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música Concertos na Avenida

9 set 2017 sábado 22:00

Avenida dos Aliados

A Orquestra Sinfónica despede-se do Verão com um concerto ao ar livre preenchido por êxitos inesquecíveis da música sinfónica. A alegria do Can-can de Offenbach contrasta com o emocionante Intermezzo de uma das mais célebres óperas italianas, a Cavalleria Rusticana de Mascagni. Inscrito na memória colectiva encontra-se também o emblemático solo de flauta do andamento De Manhã de Grieg, uma evocação do nascer do dia que se tornou uma das páginas mais conhecidas e sedutoras do repertório orquestral. Várias melodias que marcaram a história da canção americana e do jazz ouvem-se na Abertura de Gershwin para um dos seus musicais de sucesso para a Broadway. O brilho das danças latinas de Chabrier, Mejía e Moncayo concorrem com uma dança característica de Joly Braga Santos, num programa que encerra com um dos temas mais emblemáticos do cinema: Star Wars.

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música

Baldur Brönnimann

Jacques Offenbach

Pietro Mascagni

Edvard Grieg

Piotr I. Tchaikovski

Emmanuel Chabrier España

Adolfo Mejía Acuarela

José Pablo Moncayo

Joly Braga Santos

George Gershwin

John Williams

12º Neopop Electronic Music Festival

De 3 a 5 de Agosto, Viana do Castelo volta a receber o maior Festival de música eletrónica a ter lugar no nosso país. Ao longo de 11 anos muitos foram os grandes nomes e promissores talentos que passaram pelo NEOPOP. Não é fácil continuar a surpreender um público conhecedor e exigente, mas ano após ano superam-se as expectativas, elevando sempre a fasquia. Este ano, o desafio de alargar ainda mais o público não será diferente, contando com a presença de um forte contingente internacional onde figuram alguns dos mais relevantes artistas da música de eletrónica com destaque para os clássicos Kraftwerk ou os alemães Moderat.

Organização: Ritmo Vaidoso.

Os bilhetes podem ser adquiridos nas lojas: Worten, Fnac Portugal, Agencia Abreu, El Corte Inglês Portugal, e no site http://neopopfestival.com/

Local: Rua dos Mareantes (Junto ao Forte Santiago da Barra, Viana do Castelo)

Org: Neopop (http://www.neopopfestival.com)

http://www.neopopfestival.com/
https://www.facebook.com/neopopfestival

Informações através do email: infoline@neopopfestival.com
Data: 3 a 5 de agosto de 2017

Horário: 22h00
Coordenadas: 41.687992 -8.838857

“Música à sua Porta” | Festival de Música Clássica

De 1 a 3 de agosto, a música clássica marcará presença no centro histórico de Viana do Castelo, na terceira edição do Festival “Música à sua Porta”, organizado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

As 3 noites de concertos, vão decorrer na Porta Mexia Galvão, junto à Praça da República, ex-líbris da cidade. Em palco estará a Orquestra Con Spirito dirigida por Paulo Areias.

Horário|22h00
Local | Porta Mexia Galvão (junto à Praça da República – Viana do Castelo)
GPS | 41.693805, -8.828148

Contacto
Redes Sociais:

https://www.facebook.com/Orquestra-Con-Spirito846970132060356/?fref=ts

Nome | Paulo Areias (areiasoboe@hotmail.com / Telemóvel: 925802942)

Tel. | + 351 258 809 350

Email | cmvianam-viana-castelo.pt

Site | www.cm-viana-castelo.pt

Portugal em Flagrante Operação 1, 2 e 3

Portugal em Flagrante é uma exposição de caráter semipermanente da Coleção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian que oferece uma introdução à história da arte e da cultura em Portugal no século XX, e constitui a primeira apresentação abrangente desta coleção em mais de 25 anos.

Esta mostra integra uma seleção representativa de obras de artistas portugueses, realizadas em Portugal e no estrangeiro, ao lado de diversas peças de artistas internacionais. A exposição estende-se pelas três principais galerias do edifício, e em cada piso há uma progressão cronológica, desde o início do século XX até aos nossos dias. Cada um dos pisos é ainda dedicado a uma linguagem artística específica: papel no piso 01, pintura no piso 1 e escultura no piso principal. Tal como o título sugere –Portugal em Flagrante – dá-se agora a conhecer mais sobre Portugal e a sua história em relação com a Coleção.

Desenvolvida ao longo dos últimos meses e construída em 3 momentos diferentes, esta apresentação é completada em março de 2017 com a inauguração da Operação 3. Este terceiro momento ocupa a nave principal do edifício da Coleção Moderna com um significativo conjunto de trabalhos de escultura, instalação, filme e algumas obras bidimensionais. A apresentação cronológica será dinamizada por diferenças de escala e linguagem plástica bastante acentuadas, por um percurso tornado fluido e entrecruzado num espaço tendencialmente aberto, e por relações pontualmente pertinentes entre as duas e as três dimensões. Entre os artistas representados encontramos obras de Leopoldo de Almeida, Francisco Franco, Canto da Maya, Marcelino Vespeira, Hein Semke, Jorge Vieira, José Pedro Croft ou Miguel Palma.

Operação 2 abriu ao público em novembro de 2017, acrescentando uma seleção de obras de pintura distribuídas pelo piso superior do edifício. Seis grandes momentos marcam a progressão cronológica de Operação 2: um olhar sobre as primeiras três décadas a partir da Exposição dos Independentes em 1930; diversas experiências surrealistas; a nova figuração/abstração da década de 1960; a exposição Alternativa Zero e as propostas da década de 1970; a exposição internacional Diálogo e os eufóricos anos da década de 1980; a última década do século XX e os primeiros dez anos do novo milénio. Os artistas portugueses procuraram frequentemente sair do país para os grandes centros – primeiro Paris, mais tarde Londres e, finalmente, Berlim e Nova Iorque –, com bolsas frequentemente atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1957, regressando em seguida a Portugal e/ou desenvolvendo carreiras internacionais. Desse movimento constante resultaram acontecimentos, experiências e obras marcantes, cujas facetas interna («Em Casa») e externa («Lá Fora») são evocadas por uma cadência de textos e imagens. De Amadeo de Souza-Cardoso, José de Almada Negreiros, Mário Eloy e Eduardo Viana a Gil Heitor Cortesão, João Louro ou Isabel Simões, passando por Mário Cesariny, Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Lourdes Castro, António Areal, António Dacosta, Álvaro Lapa ou Julião Sarmento, entre tantos outros, Operação 2 enquadra a pintura dos séculos XX e XXI da coleção no contexto alargado dessa permanente migração e interseção cultural, o que explica também a presença de alguns artistas estrangeiros.

No piso inferior do edifício apresenta-se a Operação 1 constituída por obras realizadas sobre papel da coleção, complementadas por documentação proveniente da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Neste espaço, e na publicação que o acompanha, enuncia-se a espinha dorsal de toda a mostra com a apresentação mais aprofundada de algumas questões de âmbito político, social, cultural e artístico que permitem uma melhor compreensão do século XX e dos primeiros anos do século XXI em Portugal. A uma preocupação cronológica de base são associados dispositivos de informação que permitem uma compreensão alargada da criação artística enquanto motor e caixa-de-ressonância da história de Portugal desde 1900.
Informações Úteis

Até 18 nov/17

Qua a seg: 10h-18h

Local

Fundação Calouste Gulbenkian

Avenida de Berna, 45 A

1067-001 Lisboa

 

VANGUARDAS E NEOVANGUARDAS NA ARTE PORTUGUESA SÉCULOS XX E XXI

Reunindo o melhor acervo de arte oitocentista do País, o Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado conserva também uma colecção de arte portuguesa dos séculos XX e XXI que permite uma visão abrangente e qualificada sobre os processos da Modernidade e da Pós-Modernidade em Portugal.

A presente exposição não é uma listagem exaustiva, mas sim uma antologia objetiva e cientificamente orientada daqueles processos, mediante a apresentação pública de trabalhos de alguns dos mais qualificados artistas portugueses.

A qualidade e o acervo disponível de obras destes autores na coleção do MNAC permitiram, juntamente com a apresentação de obras individuais, a concretização de núcleos autorais mais alargados, pela sua consistência conceptual – casos de Lanhas, Joaquim Rodrigo, ou de Lourdes Castro. O critério que lhe presidiu foi o acerto com o tempo artístico internacional, da Modernidade à Contemporaneidade – por vezes antecipando-o – e o reconhecimento crítico e público destes autores. São, todos eles, nomes fundamentais da moderna Historiografia de Arte Portuguesa e, qualquer deles é passível de figurar numa Historiografia alargada da Arte Moderna e Contemporânea Ocidental.

 

Almada Negreiros, Pintura (Interior), 1948

Joaquim Rodrigo, Lisboa-Oropeza, 1969

 

Até 29 out/17

Carla Cabanas A Mecânica da Ausência II

Instalação com projeção sincronizada de slides 35 mm. Exposição individual com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues.

Dando sequência a uma outra exposição, exibida entre Outubro e Novembro de 2016, o trabalho que Carla Cabanas agora apresenta aborda a ideia de presença e de ausência, através de um olhar que escrutina e de uma memória que se torna difusa. Construindo uma experiência que opera sobre a imagem e sobre um tempo que lhe pertence, a artista investiga a noção de reminiscência e a natureza da sua perceção. Por via da perda e da saturação, trabalhando com a luz, a sombra e a projeção, Carla Cabanas cria um dispositivo que convoca figurações vagamente familiares, onde a nossa sombra se cruza com a imagem, num delicado equilíbrio entre o que se ausenta e o que permanece, ou entre o que se esbate, fixa e reflete.

Ao exponenciar a história que cada imagem detém, Carla Cabanas transforma um tempo suspenso, em algo vivo, indefinido e efabulado. Algo que desenha um palimpsesto de referências e abre espaço a uma leitura complexa, estratificada e não linear. Algo que marca uma teia de sugestões e acontecimentos, onde se privilegia a emoção à racionalidade de uma qualquer ordem cronológica.

7 jun a 2 set/17

Seg a sex: 10h-19h30, sáb: 12h-19h30

 

Local:

Carlos Carvalho – Arte Contemporânea

Rua Joly Braga Santos, Lote F – R/C

1600-123 Lisboa

SENTIR A FOTOGRAFIA

As fotografias apresentadas nesta exposição são o resultado do empenho e entusiasmo desenvolvido por 11 participantes do Seminário “Sentir a Fotografia” realizado em 2016 pela ACIS (Associação das Comunicações-Instituto Sénior). Sendo a estética fotográfica determinante neste Seminário, estes fotógrafos procuraram os enquadramentos, a luz, os contrastes e as estórias, em três zonas diferentes da cidade de Lisboa. As composições fotográficas resultantes refletem incontornavelmente o sentir de cada um deles.

 

18 mai a 10 set/17

Seg a sex: 10h-18h, sáb: 14h-18h

Última qui: 10h-22h (visita livre gratuita a partir das 18h)

 

Local:

Fundação Portuguesa das Comunicações – Museu das Comunicações

Rua Instituto Industrial, 16

1200-225 Lisboa